domingo, 15 de janeiro de 2012

E A HISTÓRIA ACONTECE…

Alguns fatos ou pessoas entram para a história por seus méritos em uma determinada área. Lionel Messi é um deles, pois, os números, as estatísticas, os gols, os dribles, os recordes, o Barcelona estão com ele. Apenas com 24 anos, o jogador já é um dos melhores, seu repertório ainda não se esgotou, o que pode levá-lo a se tornar o melhor de todos os tempos."

“…No estádio do Barcelona, fui escoltado pelos Mossos, agentes especiais da polícia catalã, que queriam me levar para ver a partida circundado por um cubo de vidro blindado e que depois, por compaixão, pouparam-me desse novo e grotesco tipo de prisão. Conheci Lionel Messi, atacante argentino do Barça, rapaz que conseguiu refazer, de modo idêntico, o gol mais bonito de Diego Armando Maradona. Tem um rosto de menino que nada diz sobre os sofrimentos por que passou durante anos e anos, sobre as injeções diárias de hormônios que lhe permitiram crescer e tornar-se um campeão, o maior jogador dos nossos dias. Chamam-no de “Pulga” até hoje.

Parecia impossível que, mesmo com todo o seu talento, pudesse impor-se em partidas feitas de jogadas aéreas, de embates físicos entre titãs. Mas o futebol também pode se tornar resistência, uma arte que se encarna em cada centímetro de ossos prolongados, em cada pedaço de carne que cresce ao seu redor. E se eu realmente tivesse de exprimir um desejo, um daqueles impossíveis, gostaria que minhas páginas se parecessem com uma das corridas de Lionel Messi rumo ao gol adversário, veloz, velocíssimo, com a bola colada ao pé, não importando se depois ia conseguir mandá-la para a rede ou passá-la para um companheiro menos marcado. O mais importante não é o gol, mas ir adiante, driblar, fintar, não perder a bola…”

A beleza e o inferno de Roberto Saviano

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