Nos últimos meses, as salas de cinema estavam recheadas de adaptações de histórias em quadrinhos. Umas cumpriram sua proposta, outras nem tanto assim. Capitão América: O Primeiro Vingador, Thor e Lanterna Verde estão entre os escolhidos.
Lanterna Verde era uma das maiores apostas da DC Comics e Warner Bros. Eles queriam pegar um personagem não tão popular a nível de Batman e Superman e fazer dinheiro nas bilheterias como foi o caso de Homem de Ferro pela Marvel. Entretanto, o resultado não foi bem assim.
O filme cai no caricato, o protagonista é retratado de forma engraçada o que foge dos padrões dos comics. Talvez, foi uma forma de popularizar a trama. Com isso, Ryan Reynolds dá vida a um Hal Jordan vazio. Ele fica longe do planeta Oa, mal recebe treinamento e doutrinas dos outros guardiões do universo.
A única pessoa que faz com que Hal confie no anel e em si mesmo é Carol Ferris (Blake Lively) uma personagem secundária que não ganha força em nenhuma das cenas. O vilão Paralax é mal resolvido. Dá a impressão que o próprio filme não confia em si mesmo. Uma dos fatores principais para esse resultado é o trabalho do diretor Martin Campbell, que estava mais interessado no dinheiro do que desenvolver uma trama competente. O ponto positivo fica por conta das imagens que ganharam texturas e cores vivas na representação do mundo dos lanternas verdes.
Thor tem uma trama melhor amarrada. A escolha de Anthony Hopkins como Odin dá credibilidade para o longa. O mundo de Asgard é retratado de forma primorosa com seus figurinos, o dourado dos palácios, as luzes. Essa era uma das maiores preocupações do filme, acertar na disposição de um dos universos complexos da Marvel. Não tem como não tirar o chapéu com as cenas de luta com Thor (Chris Hemsworth) e seu martelo Mjolnir.
Apesar de ter acertado na primeira parte, o diretor Kenneth Branagh deixa a desejar quando sai dos momentos de fábulas e vai de encontro com o mundo real. O filme cai com personagens fracos, além dos diálogos desinteressantes, principalmente com a equipe de cientistas que inclui Jane Foster (Natalie Portman). Outro detalhe importante é o constante uso do ângulo holandês.
Já Capitão América: O Primeiro Vingador é o que melhor desempenha sua proposta. Como pano de fundo, o longa tem a Segunda Guerra Mundial, onde um jovem franzino chamado Steve Rogers tenta se alistar, porém seu estado físico se torna um empecilho. O clima lembra os filmes de guerra de Steven Spielberg, característica enfatizada com a trilha sonora composta por John Williams.
A tecnologia de O Curioso Caso de Benjamin Button foi bem escolhida para o ‘Pequeno’ Steve. Todavia, quando ele recebe o supersoro, o destino reserva outro futuro para o protagonista. Stanley Tucci dá carisma ao Dr. Abraham Erskine e Tommy Lee Jones coloca tons cômicos e divertidos com as falas do General Chester Phillip. Chris Evans consegue fugir do tom Tocha Humana dos filmes do Quarteto fantástico.
O Caveira Vermelha é bem desempenhado por Hugo Weaving. O líder da Hidra, parte tecnológica dos nazistas, bem que poderia ganhar cenas com mais ação no embate contra o personagem principal.
Dentre os filmes do gênero, Capitão América: O Primeiro Vingador é o melhor. Conseguiu se destacar e não ficar com cara de apenas ‘filme dos EUA’, principalmente em uma época antiamericana proporcionada pelas guerras no Afeganistão e Iraque.


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