Na trama, três grandes amigos de infância - Jimmy Markum (Sean Penn), Dave Boyle (Tim Robbins) e Sean Devine (Kevin Bacon) – estavam brincando como de costume em uma das ruas do subúrbio de Boston. Todavia, eles são interrompidos de forma repentina, são enganados, Dave entra em um carro para sofrer uma experiência traumática envolvendo sequestro e estupro.
Apesar do retorno do garoto para casa, a vida deles nunca mais foi a mesma. 25 anos depois, o destino dos três se cruza novamente. Mais uma tragédia aparece no caminho, a filha de Jimmy – Katie - é brutalmente assassinada.
A história se entrelaça quando o personagem de Tim Robbins se torna o suposto assassino de Kate; Sean e seu parceiro Sargento Whitey Powers (Laurence Fishburne) são os responsáveis pela investigação.
O mundo do personagem de Sean Penn desaba ao saber da notícia, um golpe que se espalha através de seu grito de desespero. Dave Boyle é um vampiro, como ele diz, continua vivo, mas está morto. O Dave que todos conheciam morreu no esconderijo escuro e sombrio de seus molestadores.
De alguma forma, todos entraram no carro naquela manhã de 1975, suas vidas mudaram e se desintegraram. Eles não se sentem a vontade um com o outro, o cinza da cidade reflete atmosfera vivida entre os “amigos”. Esse reencontro não tem nada de saudosista, é amargo.
Nem mesmo o Mystic River é capaz de lavar essas feridas do passado. O final traz um desfile cheio de cores, talvez seja a parte mais colorida do filme, contudo a dor é onipresente, como os próprios nomes dos garotos eternizados no cimento da calçada.


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