quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

MI: PROTOCOLO FANTASMA

Brian De Palma fez um embate entre verdade e mentira no primeiro longa (1996). John Woo trouxe mais ação para a sequência (2000) e J.J Abrams acrescentou um ar de suspense e mistério na conclusão da trilogia (2006). Brad Bird, conhecido por seus trabalhos no ramo da animação (Gigante de Ferro, Os Incríveis, Ratatouille), foi o responsável pela direção de Missão Impossível: Protocolo Fantasma.

Como de costume a história se passa em vários lugares do planeta: Budapeste, Moscou, Dubai, Bombaim e Estados Unidos. Diferentemente dos filmes anteriores, a história conseguiu ganhar um fôlego novo com Ethan Hunt (Tom Cruise). O protagonista ficou ausente nos últimos anos e parece esconder algo que marcou sua vida. Parte para missões para esquecer o que lhe incomoda tanto. Aceita qualquer coisa, tanto que desta vez, a escolha da equipe não passou por ele. Jane (Paula Patton) se destaca pela ação, porém acrescenta beleza para as telas. Benji (Simon Pegg) age mais para o lado da tecnologia e quando vai a campo, proporciona a maioria das cenas cômicas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ

No oeste do Texas, na década de 1980, um veterano do Vietnã, Llewelyn Moss (Josh Brolin), está no meio do deserto quando tropeça em alguns corpos em estado de putrefação. Junto com os mortos, encontra uma grande quantidade de heroína e uma mala com dois milhões de dólares.

Uma descoberta que pode melhorar sua vida para melhor ou pior. A partir deste momento, Onde Os Fracos Não Têm Vez não vira um filme de perseguição, é um embate entre o velho e o novo, uma reflexão sobre a moralidade do passado esquecida nos tempos contemporâneos. Essa é uma adaptação do romance homônimo de 2005 do estadunidense Cormac McCarthy. Mais uma produção com direção e roteiro de Ethan e Joel Cohen.

 

domingo, 22 de janeiro de 2012

DAS PÁGINAS PARA AS TELONAS

Nos últimos meses, as salas de cinema estavam recheadas de adaptações de histórias em quadrinhos. Umas cumpriram sua proposta, outras nem tanto assim. Capitão América: O Primeiro Vingador, Thor e Lanterna Verde estão entre os escolhidos.

Lanterna Verde era uma das maiores apostas da DC Comics e Warner Bros. Eles queriam pegar um personagem não tão popular a nível de Batman e Superman e fazer dinheiro nas bilheterias como foi o caso de Homem de Ferro pela Marvel. Entretanto, o resultado não foi bem assim.

O filme cai no caricato, o protagonista é retratado de forma engraçada o que foge dos padrões dos comics. Talvez, foi uma forma de popularizar a trama. Com isso, Ryan Reynolds dá vida a um Hal Jordan vazio. Ele fica longe do planeta Oa, mal recebe treinamento e doutrinas dos outros guardiões do universo.

A única pessoa que faz com que Hal confie no anel e em si mesmo é Carol Ferris (Blake Lively) uma personagem secundária que não ganha força em nenhuma das cenas. O vilão Paralax é mal resolvido. Dá a impressão que o próprio filme não confia em si mesmo. Uma dos fatores principais para esse resultado é o trabalho do diretor Martin Campbell, que estava mais interessado no dinheiro do que desenvolver uma trama competente. O ponto positivo fica por conta das imagens que ganharam texturas e cores vivas na representação do mundo dos lanternas verdes.

sábado, 21 de janeiro de 2012

CREDORES

Além de 12 Homens e Uma Sentença, o diretor Eduardo Tolentino de Araújo retorna a temporada teatral 2012 com a peça Credores  no Viga Espaço Cênico. Essa é mais uma produção do Grupo Tapa, com texto do sueco August Strindberg (1849-1912). O elenco reúne os atores Sergio Mastropasqua, Chris Couto e José Roberto Jardim..

Na trama, a chegada de um desconhecido chamado Adolfo (José Roberto Jardim) em um hotel de veraneio abala o equilíbrio delicado da relação do casal Tekla (Chris Couto) e Gustavo (Sergio Mastropasqua). O encontro evidencia marcas do passo que nunca cicatrizaram. “Essa é uma peça que se aprofunda nos dilemas entre os personagens, que expõem seus conflitos, questão longe de se resolver nos tempos contemporâneos”, diz o diretor.

Essa é a segunda vez que o Grupo Tapa trabalha com as palavras de Strindberg. A primeira ocorreu em 2006 com Camaradagem, onde um casal de pintores vivia um casamento de conveniência que se desequilibrou por causa de uma disputa artística. Em Credores, existe um retorno à discussão sobre a guerra dos sexos com um tom mais aprofundado. Para Tolentino, “Camaradagem tinha um caráter mais sinfônico pela multiplicidade de temas. Já Credores é um texto mais concentrado, forte, uma espécie de cirurgia nessas relações”.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ENCONTROS E DESENCONTROS

Em certos momentos, o cinema nos brinda com uma bela história. Encontros e Desencontros é um exemplo perfeito, um filme de Sophia Coppola feito na medida certa. Apesar dos pôsteres, o filme não é um romance convencional, a trama é focada em dois personagens que se unem através da solidão e melancolia. Um tema também explorado no recente Um lugar Qualquer.

A cidade de Tóquio está cinzenta e sob chuva. O consagrado ator Bob Harris (Bill Murray) está na cidade, veio gravar uma propaganda de Whisky. Mais uma das obrigações que seu contrato pop star demanda. Ele é um peixe fora d’água, a cena do elevador enfatiza ao máximo essa afirmação. Não se encontra, está perdido, o diretor da campanha publicitária dá urros para tentar explicar o que deseja ver. Bob está alheio a tudo isso, não vê a hora de se livrar desse simulacro da realidade, nada lhe traz qualquer tipo de identificação.

domingo, 15 de janeiro de 2012

E A HISTÓRIA ACONTECE…

Alguns fatos ou pessoas entram para a história por seus méritos em uma determinada área. Lionel Messi é um deles, pois, os números, as estatísticas, os gols, os dribles, os recordes, o Barcelona estão com ele. Apenas com 24 anos, o jogador já é um dos melhores, seu repertório ainda não se esgotou, o que pode levá-lo a se tornar o melhor de todos os tempos."

“…No estádio do Barcelona, fui escoltado pelos Mossos, agentes especiais da polícia catalã, que queriam me levar para ver a partida circundado por um cubo de vidro blindado e que depois, por compaixão, pouparam-me desse novo e grotesco tipo de prisão. Conheci Lionel Messi, atacante argentino do Barça, rapaz que conseguiu refazer, de modo idêntico, o gol mais bonito de Diego Armando Maradona. Tem um rosto de menino que nada diz sobre os sofrimentos por que passou durante anos e anos, sobre as injeções diárias de hormônios que lhe permitiram crescer e tornar-se um campeão, o maior jogador dos nossos dias. Chamam-no de “Pulga” até hoje.